Partiremos do princípio explicando o que entendemos por paixão. Não há pessoa (normal) que não tenha, em algum momento e grau, gostado por outro alguém. Esses sentimentos se expressão de diferentes formas, influenciando o físico e mental, tomando o controle de ambos às vezes e nos levando a fazer coisas motivados pelo sentimento, que é natural em todos nós. Existem diferentes níveis do "gostar", a expectativa que surge quando conhecemos uma parceira me potencial é um exemplo, não devemos pensar que a causa do sentimento se encontra nos hormônios como diz a ciência atual, se trata de elementos mais sutis que não percebemos e não nos ocuparemos de explicar nessa postagem. Para quem não adquire consciência, todos os sentimentos nos voltam para outra pessoa é o "amor" propriamente dito, porém não são o amor. O gostar pode ser carência, pessoas carentes precisam satisfazer o desejo de carinho, existem casos onde o que ocorre é a segurança que algumas pessoas transmitem à outras, ou ainda se relacionam simplesmente por acreditarem que a vida exige que seja assim, não vendo a possibilidade de seguirem vivendo sós. Devemos observar também os que são movidos ou motivados pelos instintos, são os casos onde o relacionamento pode ser ou não, estritamente físico, o famoso ficar sem compromisso.
Falaremos dos casos mais dolorosos, a paixão quando não correspondida, pode ser uma mistura de instinto com sentimento e carência, e também energias sutis que atraem as pessoas, emocionalmente sentem a necessidade do outro, e quando não são correspondidos, o sofrimento gerado é tamanho que pode levar ao suicídio ou ao assassinato, em casos extremos e sem nenhum controle, todo o emocional dói, e quando assume o controle de todo o resto, nos afunda para o caos de tristeza profundos, que variam em graus de pessoa para pessoa, e de qualquer forma, por isso, sofremos tanto por "amor". O desejo também é causa de sofrimento pois, por desejar uma coisa você sofre, e mesmo que consiga o que quer, você vai sofrer, tanto pelo medo de perder como pelo preço que se paga pelo que se tem, isso se dá em todas as coisas, mais nos limitaremos às coisas relacionadas ao relacionamento.
Para que uma relação se dê de forma sadia com pessoas extremamente apegadas e sentimentais, é preciso que elas vejam que a vida, existência e felicidade não dependem da pessoa amada. Apego e carência não são o mesmo que amor, cabe a cada um, segundo o seu grau de evolução e consciência, conseguir distinguir em si mesmo quando é cada coisa, e aplicar através da vontade, o controle e domínio sobre esses elementos que pensamos ser, se desapegar e lutar contra o próprio sentimento é muito difícil, ele tem uma força muito grande e muito domínio sobre nós, sentimentos não são ruins, o grande mal é deixar que eles sejam o proposito, o motor e o centro de controle da vida, existem coisas muito mais profundas e importantes que as emoções, que apesar de ser difícil reconhecer, não somos as emoções, e pela vontade nos tornamos senhores delas, e pela falta de consciência, tornamo-nos escravos desse veículo.
Falaremos um pouco sobre o amor, que se trata de algo muito mais profundo que as emoções. Amar alguém é reconhecer Deus na pessoa amada, para amar realmente alguém, é preciso amar a si próprio primeiro, e para tal, necessário é o conhecimento de si próprio, porque não é possível se amar sem conhecer-se a si mesmo, no sentido mais profundo, a própria divindade. Aquele que é capaz de amar ao próximo como a si mesmo, não só pela opinião ou pelo sentimento que confundem com amor, mais pelo consciência de si mesmo e amor próprio e reconhecimento do mesmo "átomo" (individuo, aquele que não se divide, a centelha divina) dentro dós próximos ( todos os seres de todos os reinos ).
Alguém que, pelo proposito da vida atinge o nível de consciência tamanho que reconhece Deus em si mesmo e em todas as coisas, e reconhece que o sentido que eleva a consciência à divindade é o amor, esse sim pode dizer que ama, sem que suas palavras sejam vãs e sem vivência, pois quem o diz experimenta esse amor de forma direta, está para além das emoções, compreende que todos somos um só e por isso não sente necessidades de satisfazer sua personalidade no sentido da carência, ou do desejo, ou do instinto, pois esses são apenas ilusões e reflexos distorcidos do "amor" que através dele, reconhecemos que somos, nos recordamos da divindade, que chamamos Deus.
Concluímos dizendo essas palavras:
Apaixonar-se não é ruim, emoções são experiência muito importantes, porém não devemos deixar que elas nos controle, não somos ela, precisamos manter o centro e a consciência, para que estejamos sempre presentes adquirindo a experiência com esse veículo da personalidade. Não devemos achar que o propósito de viver é esse, nem devemos confundir carência, apego, instinto com o amor que é o mais sublime dos sentimentos, que se expressa pela divindade e que eleva a consciência para o conhecimento de si mesmo e união com a divindade, da qual somos parte. Viver pelas emoções gera prazer, porém o prazer e a dor são complementares, um não existe sem o outro, todo o emocional dói, o desejo gera sofrimento, o apego gera sofrimento, a felicidade depende de amar, ou seja, compreender que a divindade se expressa através das formas em todas as coisas, e que dentro de cada um existe uma parte única e especial dessa divindade.
Quando o homem toma consciência que partilha sua existência com Deus, reconhece que é divino e como a divindade, não nasce nem morre, sempre existiu, então ele se liberta da morte e da vida pois sua consciência está no absoluto que chamamos Deus. Amai ao próximo como a ti mesmo é uma chave de consciência para o recordar e reconhecer em si mesmo Deus, assim como nos demais. Esse é o sentido mais puro do amor, a força que une todos os átomos, pois eles reconhecem a divindade uns nos outros e por isso lembram-se pelo amor que são um só
Por :Wesley Xavier
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Por :Wesley Xavier
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